domingo, 30 de agosto de 2009

Catequista: comunicador da fé

“Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade.” (Mt 16,16).

Através de gestos e palavras, Jesus revelou às pessoas o imenso amor de Deus. Ao longo de sua caminhada, esteve sempre ao lado dos mais necessitados, pregando o amor, a paz e a justiça. Tinha um carinho especial pelas crianças, pois a elas pertenciam um coração aberto, simples e confiante. Sua missão evangelizadora visava anunciar às pessoas as maravilhas do Reino de Deus. Para que este trabalho jamais tivesse fim, Jesus enviou doze apóstolos em missão para que pudessem continuar pregando o Evangelho.

Hoje, a evangelização continua. O trabalho realizado pelos catequistas é um dos pilares que sustentam a missão da Igreja Missionária. São eles que, a exemplo de Jesus, pregam a Palavra de Deus com amor e confiança, buscando inserir jovens, crianças e adultos na comunidade cristã. Os catequistas são, na verdade, comunicadores da fé, pois o trabalho deles consiste em anunciar a mensagem de Deus, dando continuidade a missão evangelizadora de Jesus.

Ser catequista é aceitar ao chamado de Deus. O trabalho vai muito além dos encontros nas salas de catequese. Muitos catequistas desenvolvem um acompanhamento com as famílias desestruturadas, levando até elas o conforto da Palavra de Deus e o auxílio necessário para cada caso. Para isso, é preciso estar preparado e em sintonia com Jesus, pois é ele quem age.

Hoje (30) é comemorado o Dia do Catequista. É o momento da Igreja celebrar a existência de pessoas tão importantes para o trabalho missionário. A catequese permite ao catequizando entender os fundamentos da religião, além de torná-lo mais solidário, fraterno e participativo. São os catequistas que, cheios do Espírito Santo, ajudam na formação cristã de crianças, jovens e adultos, mostrando-lhes que Jesus é sempre o melhor caminho.

Agradeço a Deus pelo dom de ser catequista e pela oportunidade de trabalhar na missão evangelizadora. Afinal, mais do que um trabalho desenvolvido na Igreja, a catequese representa o chamado de Deus-Pai a persistir no trabalho missionário iniciado por Seu Filho Jesus. Que o Espírito Santo sopre em outras pessoas este dom maravilhoso de comunicar a fé.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Projeto incentiva mulheres na produção de banana chips

Há oito meses, um grupo de mulheres do bairro São Rafael se dedica a um trabalho que vem gerando bons resultados. Através do programa Rede Social, desenvolvido pelo Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), elas confeccionam banana em forma de chips e garantem uma renda a mais no final do mês.

Três vezes por semana, as amigas Jôsi Barbosa da Silva, Márcia Alves Rego, Marilani Xavier e Jussara Meira, se reúnem para produzir os aperitivos. Os encontros acontecem sempre na casa de Jôsi e elas trabalham seis horas por dia para confeccionarem em média 65 saquinhos de banana chips.

A ideia de iniciar este trabalho surgiu quando representantes da Rede Social estiveram no bairro para colher sugestões de moradores sobre atividades que poderiam ser desenvolvidas para o desenvolvimento local. Após vários palpites, decidiram que o melhor seria algo que pudesse estimular a geração de renda. A princípio, o objetivo era formar uma cooperativa, no entanto, algumas pessoas desistiram do projeto e a meta não pode ser alcançada.

Mesmo assim, as quatro mulheres decidiram se unir e formaram um grupo que, hoje, comemora o sucesso dessa iniciativa. “Devemos esse projeto primeiramente a Deus e depois ao Senac, que nos orienta em tudo”, disse Jôsi. Para chegar à produção das bananas chips, o grupo passou por diversas capacitações. As aulas eram feitas, inicialmente, na escola de Educação Básica José Herculano, localizada no próprio bairro. Após a profissionalização, decidiram trabalhar em casa, já que na escola elas dispunham apenas de um dia na semana.

A banana verde utilizada para a confecção dos aperitivos vem de uma associação de produtores do bairro rural Água Limpa. Após chegar até a casa de Jôsi, a banana é submetida a um higienizador bactericida. Depois disso, ela é descascada, lavada, seca em um guardanapo e ralada diretamente no óleo quente para ser frita. Por último, a banana é temperada com sal ou açúcar e embalada em saquinhos plásticos.

Enquanto Jôsi, Márcia e Marilani trabalham na cozinha, Jussara sai às ruas do centro da cidade para vender os saquinhos de banana chips pelo comércio. Em alguns bares, o produto já está sendo comercializado. Além das vendas, Jussara também é responsável por ajudar as amigas na confecção dos alimentos.

O objetivo do grupo para os próximos anos é conseguir um local apropriado e maquinários que permitam aumentar a produção. “As pessoas costumam brincar com a gente nos chamando de empresárias”, revelou Marilani em tom descontraído.

MUDANÇAS
Além da renda gerada por esse trabalho, que já garantiu a compra de novos utensílios para a produção das bananas chips, o início desta atividade representou grandes avanços para este grupo de mulheres. “Além de ganhar mais três irmãs, comecei a acreditar que é possível realizar os nossos sonhos”, disse Márcia. Para Marilani, participar deste projeto a fez ser mais valorizada. “Saí um pouco da minha rotina de dona de casa e agora me sinto mais respeitada”, disse. Jôsi também não esconde sua satisfação com o projeto. “Estou muito feliz, pois continuo fazendo aquilo que mais gosto, que é cozinhar”.

COMO ADQUIRIR?
Os interessados podem se dirigir à Rua José Madrid Martins, nº 862, no bairro São Rafael. O telefone para encomendas é 3622-4346.

Matéria publicada na edição deste mês do Informativo A Comunidade, da Paróquia São Sebastião.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Baixaria no Senado

A crise do Senado está fazendo com que alguns senadores percam de vez a compostura. Ontem (06), após anunciar o pedido para investigar o líder do PSDB, Arthur Virgílio, o senador Renan Calheiros (PMDB – Al) discutiu com Tasso Jereissati (PSDB – CE). Por alguns instantes, o plenário do Senado Federal se transformou em palco para fortes acusações e insultos entre os parlamentares.

Abaixo, você confere uma reportagem exibida pelo Jornal da Globo, na noite de ontem. Veja até onde chega o desrespeito com o povo brasileiro. Cuidado para não vomitar.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Câmara rejeita mais uma denúncia contra Cido Sério

A Câmara Municipal de Araçatuba decidiu arquivar na sessão de ontem (03), com oito votos contrários, três favoráveis e uma abstenção, mais um pedido de abertura de CP (Comissão Processante) contra o prefeito Cido Sério. A denúncia, encaminhada pelo ex-vereador Marcelo Andorfato, apontava possíveis irregularidades em contrato firmado pela prefeitura com a Apreced (Associação de Preservação do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Difusão da Cultura e Educação). Trata-se de uma Oscip (Organização da Sociedade Civil para Interesse Público), de Santo André, contratada pelo município para a realização de conferências educacionais.

Vários servidores e secretários municipais participaram da primeira sessão ordinária do segundo semestre, porém, deixaram o plenário assim que o pedido de CP foi rejeitado pelos vereadores. Votaram contra o pedido os vereadores Olair Bosco, Rivael Papinha, Joaquim da Santa Casa, Dr. Nava, Cido Saraiva, Durvalina Garcia, Edval Antônio dos Santos e Cláudio Henrique da Silva. Os vereadores Arlindo Araújo, Edna Flor e Joel Platibanda foram favoráveis e Tieza Marques de Oliveira se absteve. Durante a justificativa dos votos, o clima ficou tenso e alguns parlamentares chegaram a se exaltar.

Mais uma vez, o prefeito Cido Sério é alvo de denúncias e a Câmara Municipal se omite diante desses questionamentos. A opinião de cada vereador deve ser respeitada, no entanto, não podemos concordar com o procedimento da maioria dos parlamentares. A obrigação do legislativo é fiscalizar os atos do Executivo e apurar qualquer indício de irregularidade. Porém, neste aspecto, a Câmara falhou novamente. Na primeira vez, o plenário também rejeitou pedido de CP contra o gestor municipal, no episódio dos kits escolares.

Cabe aos vereadores discutir, analisar e investigar qualquer tipo de denúncia que envolva a administração municipal e seus setores. A população tem o direito de saber onde está sendo aplicado o dinheiro público e de que forma esses recursos estão sendo geridos. A Comissão serviria, justamente, para trazer a resposta a esses questionamentos. Recentemente, Cido Sério disse à imprensa que a ideia era não ter bancada na Câmara. Entretanto, parece que esse posicionamento mudou completamente. Após se livrar mais uma vez das investigações por parte do legislativo, fica claro que Cido tem o apoio de aliados importantes dentro da Câmara.


Foto: Ângelo Cardoso/Câmara Municipal de Araçatuba

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Fórum discute toque de recolher e suas implicações

Um estudo realizado em 2006 pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e pela ONG Observatório de Favelas, do Rio de Janeiro, revela dados alarmantes sobre o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência). De acordo com os números publicados na edição do dia 22 de julho do Jornal Folha da Região, 49 crianças e adolescentes com idades entre 12 e 18 anos vão morrer assassinados até 2012 em Araçatuba, devido à violência. A cidade ocupa a 12ª colocação no ranking de municípios paulistas que apresentam as maiores taxas de homicídios.

Diante deste levantamento e de outras notícias que relatam o envolvimento de jovens na criminalidade, fica a pergunta: O que fazer para afastar crianças e adolescentes da violência? Possivelmente, algumas pessoas vão lembrar do toque de recolher, medida adotada em 3 cidades do interior de São Paulo que estabelece limite em relação aos horários em que jovens podem circular pelas ruas durante a noite. O objetivo, segundo as autoridades, é reduzir o número de ocorrências envolvendo menores em vias públicas. O tema, que vem gerando muita polêmica, foi abordado ontem (30), no último dia do Fórum de Desenvolvimento Social promovido pela Rede Social Araçatuba, Conselho Tutelar e Comdica (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) desde o último dia 28 no Senac.

Tive a honra de poder participar do evento na noite de ontem para falar a respeito do toque de recolher. Estiveram presentes no fórum o Dr. Pedro Antônio de Avellar, defensor público e sub-ouvidor regional de Araçatuba, que falou sobre as implicações desta medida; o psicólogo Wandyr Zafalon Júnior, que abordou o papel da família; a pedagoga Irani Bianco, que expôs o papel da escola e o advogado e vereador Ermenegildo Nava, que tratou sobre as políticas públicas.

Todos apresentaram argumentos contrários a implantação do toque de recolher, por considerarem que esta iniciativa não é a mais apropriada para a solução dos problemas que envolvem a juventude. Após o pronunciamento dos palestrantes, foi a vez deste blogueiro expor a visão do adolescente. Há poucos dias, este mesmo assunto foi abordado neste blog. (Clique para ler o texto)

O toque de recolher está longe de ser eficaz, afinal, não apresenta nenhuma iniciativa que objetive o acompanhamento e a recuperação de jovens. Pelo contrário, apenas tira os menores das ruas, sem se preocupar com o intelectual deles. É preciso investir na mudança de mentalidade, tentar resgatar o adolescente que se encontra em situação de risco. Ao invés de tentar esconder o problema, porque não discutir os motivos que levam os jovens para o mundo do crime? A partir daí, é necessário tomar decisões concretas que possam solucionar este conflito.

É preciso que nossos governantes assumam de vez a responsabilidade de investir em programas assistenciais e políticas públicas que garantam o cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Infelizmente, o poder público tem feito pouco pelos jovens e agora estão querendo tapar essa brecha com o toque de recolher.

O que falta é vontade política para chegarmos a uma solução. E isso foi debatido no encontro de ontem. A sociedade precisa participar e cobrar ações concretas dos representantes políticos, afinal de contas, as medidas listadas no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição estão aí para ser cumpridas.

PS: Quero agradecer a coordenadora de eventos do Senac, Edna Aparecida Dias, pelo convite que me fez para participar do fórum. Espero ter correspondido as expectativas da organização do evento.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sarney diz que é vítima de perseguição

Há poucos dias, o presidente do Senado, José Sarney, afirmou na última sessão antes do recesso parlamentar que é perseguido pela imprensa e alvo de injustiças. A tentativa de minimizar os efeitos da crise que afeta a Casa Legislativa foi lançada para uma plateia de apenas seis senadores. Difícil é identificar onde há mais absurdos: se no discurso barato de Sarney ou no baixo número de senadores presentes na sessão.

Durante seu pronunciamento, o presidente do Senado garantiu que reerguerá a imagem da Casa (da mãe Joana). Tal façanha só será possível se José Sarney e sua corja deixarem o Congresso, afinal, o que de bom podemos esperar de políticos que, durante vários anos, se beneficiaram das regalias oferecidas por uma série de atos secretos?

E onde estavam os outros senadores que não compareceram à sessão de encerramento do semestre? Boa pergunta, mas que ficará sem resposta. Infelizmente, o descaso e a falta de respeito com a população são práticas muito comuns na política brasileira. Sarney se diz injustiçado. Mas e o povo, será que não é?

Ainda em seu discurso, na última sessão antes do recesso parlamentar, o presidente do Senado citou palavras do filósofo Lucius Aneu Sêneca: “As grandes injustiças só podem ser combatidas com três coisas: silêncio, paciência e tempo”. Trazendo para a linguagem popular, a frase poderia sofrer algumas alterações cabíveis: “Em política, as grandes injustiças só podem ser combatidas com o voto”. E tenho dito.


Foto: José Cruz/Agência Brasil

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mudanças no governo Cido Sério

Os primeiros seis meses de governo do prefeito Cido Sério foram marcados por alguns episódios que abalaram as estruturas de sua administração. Assuntos polêmicos como nepotismo, uso indevido de logomarca em materiais escolares, licitação para merenda nas escolas e o contrário milionário com uma Oscip para a realização de conferências educacionais causaram desgaste para a imagem do prefeito.

Além disso, os líderes de partido que estiveram ao lado de Cido no último pleito, vinham reivindicando algumas mudanças na administração, exigindo maior participação nas decisões do governo. Na noite de segunda-feira, o prefeito Cido Sério anunciou uma pequena reforma no alto escalão da Prefeitura. Sem demitir ninguém, o prefeito apenas remanejou dois secretários para outros setores do Executivo e preencheu o cargo de chefe de gabinete, até então desocupado no quadro de funcionários. Houve também algumas transformações no Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba e em alguns cargos de direção e coordenação.

O prefeito nega qualquer relação entre as mudanças administrativas e os desgastes políticos dos últimos tempos. Entretanto, é difícil descartar esta ligação. Cido Sério modificou setores que já lhe causaram muitos transtornos e, certamente, isso não foi por um acaso. De qualquer forma, o que se espera dessa reforma administrativa são resultados positivos para o desenvolvimento da cidade. Toda mudança é bem vinda quando os objetivos estão voltados para o bem estar da população. Logo que assumiu a prefeitura, o prefeito garantiu que avaliaria a atuação de seus secretários.

Cido garante que as mudanças no alto escalão de seu governo são para motivar a equipe. Sendo assim, Araçatuba espera que essa motivação sirva para que a cidade se desenvolva, conforme prometido durante a campanha. Agora que já fez suas primeiras modificações, o prefeito precisará ficar atento para que novos episódios não levem sua imagem e, principalmente, os sonhos da população para o fundo do poço.